Oi Oi minha gente querida,

Outro dia eu estava com um grupo de constelação familiar e, diante de um dos casos abordados no campo, eis que ressurge uma frase de cura entre os representantes que ressoou profundamente nos meus ouvidos:

“Me abençõe se faço diferente?”

Essa é uma frase de tanto poder e cura! Uma frase de tanta conscientização emocional! Eu resolvi escrever sobre isso porque não apenas nas relações familiares entre pais e filhos, mas em todo e qualquer relacionamento que temos ou ainda teremos, podemos refletir sobre o aprendizado contido nesta frase.

Diante da rapidez da vida e do imediatismo humano, com a facilidade das redes sociais e dos laços afetivos, aquela pessoa que não corresponde à uma de nossas expectativas, pode ser rapidamente deixada de fora do nosso círculo de contato e convivência caso ela não nos agrade. Basta bloquear, retirar dos contatos, ignorar uma mensagem, excluí-la de um evento…

Mas, lidar com essa pessoa mesmo não nos agradando é que se torna um desafio. Suportar um comportamento dela que não nos agrada, ver no dia a dia essa pessoa fazendo algo diferente do que esperávamos ou ainda, vê-la fazendo algo que é totalmente diferente do que fazemos no hoje, mas que, na verdade, adoraríamos ter feito exatamente igual durante toda a nossa vida e que não conseguimos, pode se tornar um grande peso.

Infiltrados na dor emocional, na perda, no conflito, no medo, simplesmente não conseguimos enxergar brilho na pessoa que, por estar mais avançada no processo evolutivo, escolheu ir por um outro caminho que não foi o que quisemos ou que conseguimos trilhar.

Mas, se pudéssemos talvez ver valor nesse comportamento diferente do nosso, talvez chegaríamos à conclusão de que a evolução de um é o crescimento do outro e assim é sucessivamente neste plano em que um está conectado ao outro sem perceber.

Talvez a pessoa que faz diferente hoje, nos enxergou durante toda uma vida sofrendo sendo reféns de algumas de nossas atitudes e, em algum momento da vida dela, ela resolveu dizer: “Não, basta! Da minha geração em diante eu não quero mais continuar com isso!” Talvez ela tenha sofrido com o nosso comportamento contínuo de erro e tenha dito: “Eu não quero ser igual assim, não quero tomar a dor disso pra mim!”.

Essa pessoa pode ter sido curada com o nosso exemplo, com o nosso erro, com a nossa dor…e ela resolveu fazer diferente! Se decidirmos sabiamente liberá-la para fazer seu próprio caminho, como assim fizemos o nosso um dia, também estaremos nos curando.

E embalada nessas reflexões, percebo que a frase “Me abençõe se faço diferente”, pode ser usada em 2 contextos:

SITUAÇÃO 1: Se você é a pessoa que fez diferente e está em conflito com algum familiar ou pessoa do seu meio de relacionamentos, exatamente pelo fato dela ter algum sentimento doentio pelo seu posicionamento e decisão. Se você sente que alguém tem raiva, desprezo e não suporta te ver tendo outro rumo na sua vida…

Ao invés de discutir e sofrer pelo simples fato de querer a todo custo que a pessoa mude a forma como ela te vê, apenas feche os olhos, sintonize com a pessoa, envie amor para ela e converse com mentalmente dizendo: “Me abençoa se faço diferente e escolho, na infinidade da vida onde estou, meus próprios caminhos evolutivos? Para onde estou indo, sempre levarei com gratidão no meu coração o aprendizado que tive através de você!”

OU

SITUAÇÃO 2: Se você é a pessoa que se conscientizou dos seus erros, mas sente uma grande culpa por ter gerado conflitos em sequência naquele relacionamento ou no sistema familiar no qual pertence, e sente ainda que grande parte das pessoas te condenam e se revoltam com você…

Ao invés de se deixar levar pela culpa, pela dor do erro e se aprisionar nos conflitos, feche os olhos, sintonize essas pessoas e converse com elas mentalmente dizendo: “Me abençõem se fiz diferente e façam de forma mais humanizada na geração de vocês, daqui onde estou vou torcer por vocês”!

As palavras curam e a nossa mente tem poder ilimitado para transformar situações e dores emocionais!

Abençoem, independente de qual lado estejam, aqueles que fazem diferente e resolvem alterar os rumos, cessar o padrão de dor e transformar histórias…

E então, vamos fazer esse exercício?

 

 

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