Olá pessoal,

Certamente durante a sua vida você já encontrou alguém no seu caminho que esperava algo de você e que naquele momento você não era capaz de dar; ou então, já pediu algo de alguém que naquela hora aquela pessoa não pode da mesma forma te dar.
São em momentos simples e aparentemente inofensivos como esses que acabo de citar que o risco da idealização os permeia.
Existe um ideal esperado de nós por todo aquele que se relaciona conosco, o grande problema é quando essa pessoa espera algo de nós que nunca seremos capazes de dar ou que esperamos algo dessa pessoa que ela nunca será capaz de nos dar. Não por mal ou por não querer, mas simplesmente porque aquele pedido que recebemos ou fazemos não faz parte do contexto da nossa ou da subjetividade do outro. Está fora de ambos os ambos os valores, hábitos e contextos de vida…

O grande problema é que, se tratando de relacionamentos amorosos, ainda que em um primeiro momento vejamos que o outro não tem as qualidades que nós queremos e buscamos, ou que sintamos que não seremos capazes de dar aquilo que o outro quer de nós, insistimos e vamos contra a lei natural da vida e caímos no engano de pensar que podemos sim pouco a pouco ir moldando a vida do outro até que possamos mudá-lo completamente. E é neste ponto em que as divergências acontecem dia após dia e quando há ruptura você pensa: “Não, essa não é a pessoa que conheci há alguns anos atrás”. Mas, a verdade é que a realidade sempre esteve disponível e visível para nós, se não fosse o mal da idealização.

Além de todo o transtorno que a idealização causa durante um relacionamento amoroso, o seu término também pode sofrer grandes e dramáticas consequências.
Talvez você já tenha passado por dificuldade para colocar um ponto final em seu namoro, noivado ou casamento porque o seu ego simplesmente não aceitava que você perdeu a aposta que fez consigo mesmo de mudar o outro. É uma grande polaridade, onde parte de você sabe que não dá mais continuar em um relacionamento que não te traz mais felicidade e que não supre as suas necessidades, ao passo que, o seu ego, te faz lembrar que você não pode perder a aposta tão facilmente assim que havia feito em seguir a sua idealização e sequestrar a subjetividade do outro.
O que quero dizer é que a idealização tem o poder de cegar o seu eu, onde você esquece dos seus valores e do que você realmente merece e te faz querer manter algo de aparências apenas para que você não sofra ainda mais ao aceitar a realidade: A idealização não funcionou, você não mudou ninguém e aquele relacionamento não era para você!

Neste vídeo eu falo sobre a idealização em suas vertentes: No início e no término de um relacionamento amoroso!

Vem entender ainda melhor tudo o que acabei de escrever:

Queridos leitores,

Não dá para viver uma vida sendo o que não somos, cobrando do outro aquilo que ele(a) não pode ser.
A autonomia emocional e afetiva se dá a partir do momento em que nos conhecemos com profundidade e entendemos que tudo aquilo que é difícil de mudar em nós, também é difícil do outro mudar.
Assim, ou aceitamos quem somos e aceitamos o outro como ele é e tentamos fazer nossos relacionamentos darem certos ou passaremos mais tempo investimento no nosso desenvolvimento emocional até que possamos estar aptos a encontrar alguém que nos faça feliz e que possamos fazer o outro verdadeiramente feliz.

Respeite quem você é e quem o outro é!
Pensa sobre isso nesta semana!!

Um grande beijo e até o próximo video!
Camylla Costa